e os sorrisos, os brilhozinhos nos olhos, as gargalhadas que juntos demos, os passos que, de mãos entrelaçadas, vamos dando... e a ternura que perdura, volvidos dois anos.
Terça-feira, Novembro 10, 2009
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Recomenda-se
Avizinha-se um fim de semana (im)próprio para cinéfilos. A menos que os cinéfilos tenham sido abençoados com o dom da omnipresença. É que se no São Jorge começou hoje mesmo a 4.ª edição da Mostra de Cinema Brasileiro, lá para os lados da Linha o ponto de partida do Estoril Film Festival arrancou também hoje, e em grande!O primeiro traz uma mão cheia de bons filmes, com destaque para os (muitos) filmes de Domingos de Oliveira, reconhecido cineasta brasileiro, e ainda para "Chega de Saudade", de Laís Bondanzky - eu não vi, mas quem viu recomenda vivamente.

Já o segundo tem primado por trazer grandes nomes da 7.ª arte ao Estoril - David Lynch em 2007, Paul Auster em 2008 -, sendo que desta feita traz - que luxo!! - Juliette Binoche (hoje), Coppola (domingo) e Cronenberg (próxima semana). Mas não só de estrelas vive este festival. Tem sobressaído sobretudo por trazer de antemão excelentes filmes - confirme-se aqui.
São duas alternativas ao cinema mainstream que vale mesma a pena aproveitar. Eu como não estou por cá e desconheço eventuais dons de omnipresença (pese embora seja inegável que sou cinéfila inveterada!), fico-me pela sugestão.
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
Espelho meu
"Girl before a mirror", Pablo Picasso, 1932 MoMAConcordo em absoluto e, por isso mesmo, trancrevi este excerto daqui, do espaço do Alfaiate mais sui generis de Lisboa, uma vez mais dado à máquina fotográfica do que à máquina de costura.
A propósito de mais uma daquelas fotos que espelha a beleza dos trauseuntes desta Lisboa, o Alfaiate disserta sobre aquela teoria sem pés nem cabeça de que a aparência não importa. Pese embora seja consabido que se trata de um cliché recorrente nos discursos de misses, há ainda quem insista em usá-lo, porventura para justificar um ar desleixado, a falta de sensatez, de confiança ou de bom gosto, ou talvez até a cegueira que o amor causa, já outrora alertara o poeta.
E porque eu sou, assumidamente, das que gostam de se ver ao espelho - com mais ou menos vaidade - e de esboçar um sorriso com o que vejo, estou ansiosa por devorar este livro mal lhe ponha as mãos em cima. Esta relíquia é da autoria de Maria Guedes, a fashion adviser que foi fotografada pelo Alfaiate para o texto do excerto acima transcrito e que promete ajudar muita mulher e respectivos guarda-roupas por este país fora. Receio bem que também o meu precise de ajuda, até porque "Tanta Roupa e Nada para Vestir" é pensamento que me ocorre com alguma frequência...!
A propósito de mais uma daquelas fotos que espelha a beleza dos trauseuntes desta Lisboa, o Alfaiate disserta sobre aquela teoria sem pés nem cabeça de que a aparência não importa. Pese embora seja consabido que se trata de um cliché recorrente nos discursos de misses, há ainda quem insista em usá-lo, porventura para justificar um ar desleixado, a falta de sensatez, de confiança ou de bom gosto, ou talvez até a cegueira que o amor causa, já outrora alertara o poeta.
E porque eu sou, assumidamente, das que gostam de se ver ao espelho - com mais ou menos vaidade - e de esboçar um sorriso com o que vejo, estou ansiosa por devorar este livro mal lhe ponha as mãos em cima. Esta relíquia é da autoria de Maria Guedes, a fashion adviser que foi fotografada pelo Alfaiate para o texto do excerto acima transcrito e que promete ajudar muita mulher e respectivos guarda-roupas por este país fora. Receio bem que também o meu precise de ajuda, até porque "Tanta Roupa e Nada para Vestir" é pensamento que me ocorre com alguma frequência...!
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Fame

A mítica série que muitos olhinhos fez brilhar na década de 80 está aí na versão "grande ecrã". Corremos (oh se corremos!) as três para o cinema num fim de tarde que pedia um filme leve, levezinho, mas... decepção total, foi leve por de mais!
É certo que a sala praticamente por nossa conta deu para uns passos de dança e para umas gargalhadas sem receio de incomodar os demais, mas não fosse isso e teriam sido 108 minutos muuuuito aborrecidos. Tudo muito previsível, tudo muito teenager. Dá-me impressão de que estavamos à espera que o filme fosse a versão 'crescida' da série com que nós próprias crescemos...
O melhor ficou para o fim: o êxito de Irene Cara, que só chegou com o genérico! Não resistimos e lá descemos escadaria a dançar ao som de "I'm gonna live forever, I'm gonna learn how to fly! (...) Baby remember my name!". Valeu-nos isso.
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
Pensar um bocadinho é que não

Ainda no âmbito desse fenómeno paranormal que foram os desastres com a bijuteria de duvidosa qualidade, um dia destes pulei de felicidade quando recebi um sms com o seguinte teor: "Boa tarde! A Pedra Dura do Colombo informa que o seu arranjo já se encontra na loja. Aguardamos a sua visita. Obrigada." Uma vez na loja, a empregada limitou-se a comunicar que o arranjo não foi possível porque a fábrica já não dispunha das peças necessárias. Perante a desilusão, ainda protestei com a falta de coerência da mensagem remetida, que me havia induzido em erro, levando-me a crer que teria MESMO havido arranjo.
Primeiro, uma pessoa fica maravilhada com a atenção e a diligência das moças e é tudo muito bonito: prometem o arranjo, mil sorrisinhos depois passam um papelinho em papel químico para ficarmos com uma 2.ª via do pedido à fábrica e, dias mais tarde, enviam sms a dar conta do arranjo. Só não estão é preparadas para o caso de não haver arranjo, isso tenha lá paciência, não vem previsto nos manuais de procedimentos internos!
Bem vistas as coisas, nem é de estranhar que as empregadas de uma loja não se tenham preocupado em modificar ligeiramente um texto minutado e adequá-lo ao caso concreto. É que cada vez mais as pessoas agem com automatismo tal, que parecem desprovidas do querer e do pensar. O problema é que, aos poucos, o tal automatismo diário passa a permear os relacionamentos com os outros. Mais do que um adorno sem arranjo, isto sim, é que verdadeiramente me aflige.
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Terça-feira, Outubro 27, 2009
Las Vegas
Confirma-se que Las Vegas é o delírio para qualquer turista, não só para os viciados do costume, mas sobretudo para todos os que se encantam com a grandiosidade e originalidade dos edifícios, com os inúmeros espectáculos e atracções da cidade e seus hotéis, com a vida 24h sobre 24h, com a imensidão de néons que iluminam as noites, com a mescla de gente que se move ao longo da Strip, com a excentricidade que se respira e o tom de festa com que ali, inevitavelmente, se convive.
Todos temos uma pequena noção de como Vegas é, mais não seja aquela impressão que retiramos dos filmes, do CSI, das músicas que sobre ela versam (de Elvis a Kate Perry, passando pelas Cocteau Twins), mas estar lá é «outra coisa».
Todos temos uma pequena noção de como Vegas é, mais não seja aquela impressão que retiramos dos filmes, do CSI, das músicas que sobre ela versam (de Elvis a Kate Perry, passando pelas Cocteau Twins), mas estar lá é «outra coisa».
Perguntamo-nos como pôde uma cidade crescer tanto no meio do deserto, sem grandes recursos. Diz a história que enquanto nos demais estados se procurava proibir o jogo, ali legaliza-se a prática na década de 30. Surgem então os casinos, hotéis, luxuosas lojas e diversão non stop, cativando turistas de todos os cantos do mundo, e assim nasce a capital mundial do entretenimento.
Percorremos os muitos quilómetros da Strip de dia e de noite. Claro que à noite o ambiente é muito mais fascinante, mas as fotos que melhor mostram a moldura desta interminável avenida são as tiradas à luz do dia. À noite, a luz ofusca pessoas e máquina fotográfica. Aí, só se vislumbra a beleza da cidade com os próprios olhos, in loco. Surpreendente também é a vista quando descolamos, na despedida, e espreitamos pela janela, através da qual a cidade se mostra ainda mais magnificente, lá em baixo, imensurável, perdida entre areia e montanhas rochosas.
Há uma estátua da Liberdade...
... e uma Torre Eiffel
... e não falta nem o Arco do Triunfo
Nova Iorque e Manhattan também marcam presença
Mandalay Bay
MGM
Domingo, Outubro 25, 2009
Isto não se faz

Sim, a H&M é uma marca de vestuário que se preocupa com as mulheres de parco poder de compra e muito lhes agradecemos que venha convidando conceituados estilistas a desenhar um exclusivo para a marca, a preços mais convidativos que aqueles que os senhores que ditam a moda costumam praticar.
E depois de Karl Lagerfeld, Roberto Cavalli, Victor&Rolf, Stella MCcartney, entre outros, resolvem convidar Jimmy Choo, que é SÓ um dos estilistas de sapatos mais apreciado no mundo. A colecção chega já dia 14 de Novembro e há muita mulher que, como eu, vai riscando os dias na agenda, numa contagem descrescente.
Sucede que todo este entusiasmo acaba de ir por água abaixo, agora que vi toda a colecção que desenhou para nós, mulheres comuns, e que é inacreditavelmente pirosa. Por incrível que pareça, o melhor dali são os vestidos (não todos, mas dois ou três). Porque quanto a sapatos - que julgávamos ser a sua «especialidade» - tenho a dizer que o que criou é de uma enorme crueldade para todas as mulheres que sonharam calçar uns Jimmy Shoes elegantes e distintos.
Basta atentar à imagem acima e ver que os primeiros exemplares são dignos de ser calçados por um galã como o Nel Monteiro, os segundos parecem-me apropriados para uma sessão de sadomasoquismo, os terceiros assemelham-se aos que determinadas profissionais usam, e os últimos são uma alternativa ao colete reflector em caso de acidente.
Enfim, uma tristeza. Uma mulher espera ansiosamente por uma oportunidade destas e sai-lhe isto. Estou destroçada. Resta-me ir ali à Bata ou aos Calçados Guimarães descobrir qualquer coisinha mais engraçada. Dado o cenário, não me parece difícil.
Sucede que todo este entusiasmo acaba de ir por água abaixo, agora que vi toda a colecção que desenhou para nós, mulheres comuns, e que é inacreditavelmente pirosa. Por incrível que pareça, o melhor dali são os vestidos (não todos, mas dois ou três). Porque quanto a sapatos - que julgávamos ser a sua «especialidade» - tenho a dizer que o que criou é de uma enorme crueldade para todas as mulheres que sonharam calçar uns Jimmy Shoes elegantes e distintos.
Basta atentar à imagem acima e ver que os primeiros exemplares são dignos de ser calçados por um galã como o Nel Monteiro, os segundos parecem-me apropriados para uma sessão de sadomasoquismo, os terceiros assemelham-se aos que determinadas profissionais usam, e os últimos são uma alternativa ao colete reflector em caso de acidente.
Enfim, uma tristeza. Uma mulher espera ansiosamente por uma oportunidade destas e sai-lhe isto. Estou destroçada. Resta-me ir ali à Bata ou aos Calçados Guimarães descobrir qualquer coisinha mais engraçada. Dado o cenário, não me parece difícil.
Sexta-feira, Outubro 23, 2009
Quarta-feira, Outubro 21, 2009
Ontem foi noite de...
Futebol de Causas@ DocLisboa 2009Tempos houve em que podia preterir umas quantas aulas para passar tardes inteirinhas no anfiteatro da Culturgest, a devorar tudo quanto o Doclisboa oferecia. Depois veio o trabalho, as responsabilidades e, por isso, a selecção criteriosa das projecções compatíveis com a agenda. Já não dá para maratonas de documentários, mas a cada edição não deixo de assistir a pelo menos uma sessão. Com sorte, ainda vão mais umas duas, na extensão do festival ao Cine-Teatro de Alcobaça, de que aqui já falei e elogiei por diversas vezes.
Nesta edição do DocLisboa, que decorre até ao próximo dia 25, a escolha prendeu-se com a secção Foot, com uma projecção dedicada a um clube do qual sinto já ser parte, pese embora o eterno affair que mantenho com o clube da luz. Refiro-me à Académica de Coimbra, clube que por ter uma nobre história, escrita por protagonistas não menos nobres, torna merecido o trabalho de Ricardo Antunes Martins, autor de "Futebol de Causas", o documentário que hoje estreou - com casa cheia - no S. Jorge.
Para aqueles que consideram que futebol é desporto de massas e, por isso, desprovido de valores, recomendo que vejam como um clube de futebol e seus doutos intervenientes se bateram pela liberdade num árduo caminho trilhado até Abril de 74. A secção de futebol da Associação Académica de Coimbra pautou-se pela solidariedade com os estudantes de Coimbra e suas lutas académicas de 1962 e 1969, sendo que o ponto alto da Briosa enquanto correia de transmissão de ideiais revolucionários ocorreu na final da Taça de Portugal, no Jamor, em 69, num evento desportivo que viria a tornar-se o maior comício anti-ditatorial de então.
Centrando-se nos anos 50, e daí até Abril de 1974, o autor recolheu testemunhos dos protagonistas da luta estudantil e dos jogadores de então, homens que tornaram um clube de futebol ímpar na história e no exemplo de como usar a capacidade de mover massas em prol de causas.
Aos interessados, recomendo a repetição de "Futebol de Causas" no próximo sábado, às 19h, na sala 3 do S. Jorge ou que fiquem atentos à exibição da estação pública, parceira de produção. Ou podem sempre esperar pela comercialização. Entretando, cumpre espreitar aqui o trailer.
Terça-feira, Outubro 20, 2009
A tarde
Quer ainda
Uma réstia de sol, um riso aberto
Do namorado.
Sacramentado,
O corpo morre
Doutra maneira...
E as horas, numa astúcia derradeira,
Parecem distraídas (...)
* Miguel Torga, Diário VIII, 1976
Quinta-feira, Outubro 15, 2009
Grand Canyon
A entrada Sul do Grand Canyon National Park não deixa antever a enorme falha de terra. Ansiosos, temos ainda que percorrer umas boas milhas por entre uma imensidão de arvoredo - conduzindo com prudência, não vá um veado atravessar-se, como aconteceu connosco -, até que os nossos olhos se percam na imensidão de terra que dizem ser uma das sete maravilhas naturais do Mundo. Certo, é que nos arranca um ar embasbacado e um esbugalhar de olhos como poucas coisas na vida o proporcionam. É um cenário tão impressionante quanto indescritível.
Aos nosso olhos é um buraco imensurável, mas quem fez as contas garante que se extende por quase 500km e que a sua profundidade pode atingir os 1600m. Estamos no Arizona, mas do lado de lá está o Utah. Pelo meio, o rio Colorado, que fazendo jus ao ditado "água mole em pedra dura tanto dá até que fura" foi, ao longo dos milhares de anos, moldando o desfiladeiro. De um azul que contrasta com a pedra avermelhada, o seu leito só se avista em determinados pontos de observação.
Na impossibilidade de percorrer todo o desfiladeiro, procuramos os pontos de observação recomendados, sendo o mais impressionante o "Desert View Watchtower", onde subimos à pitoresca torre construída nos anos 30, mesmo ali à beira. A construção não destoa da paisagem e é o ponto mais alto da margem Sul do Parque (2300m), o único de onde vislumbramos o rio.
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